Quarta-feira, Maio 25

Eu queria ser bonito

Entrevista com Wander Wildner, aqui.

Terça-feira, Maio 24

Indie que só a porra

Segunda-feira, Maio 23

Achtung

Cuidado: sonhos têm preço, custo de manutenção, limitações técnicas, ausência de garantia e manual de instruções, usos não-recomendáveis, lado específico que deve ser mantido para cima, vida útil, impostos embutidos.

Três filmes


The Brown Bunny
Antes de mais nada: não, a cena do boquete não é gratuita. Na verdade, é totalmente parte do contexto. Filme insuportavelmente triste, lindas imagens que dão conta de uma paisagem emocional desoladora. A interpretação do Vincent Gallo deve ser das mais vulneráveis que já vi. Não recomendo. Para os padrões atuais de atenção audiovisual, assistir a esse filme deve ser como viajar a 5 quilômetros por hora numa rodovia deserta. Maravilhoso.


Melinda & Melinda
Woody Allen permanece um cara neurótico e obcecado pelas mesmas questões de sempre, mas é incrível como continua filmando com tesão e, mesmo movimentando em milímetros seu foco, enquadrando esses assuntos de sempre com ânimo e interesse renovado. Beleza de montagem, juntando duas narrativas diferentes (uma trágica e outra cômica) com classe e fluidez. E, ao contrário do que possa se pensar, não é um filme compartimentado, maniqueísta. A certa altura, rimos da tragédia e engolimos seco na comédia. Os dois gêneros se confundem. Allen sabe o que faz. Will Ferrell é insuperável - melhor alter-ego de Allen de todos os tempos.


A Vida Marinha com Steve Zissou
De chorar. Enquanto escrevo, penso em rever. Wes Anderson fez o que eu não esperava: um meta-filme cheio de possibilidades de interpretação e até mais engraçado do que Tenenbaums. O título é 100% honesto: é um filme de Steve Zissou, à moda dos documentários feitos pelo personagem. O recorte, o mis-en-scene, a deliciosa falta de verossimilhança (as cenas de "ação" são de mijar de rir). Elenco iluminado, Bill Murray no auge, Seu Jorge mandando ver em interpretações maravilhosas de Bowie. Aliás, melhor trilha-sonora em anos. Pode crer que vou comprar em DVD, haja o que houver no Universo ou em minha conta bancária.

Quinta-feira, Maio 19

Comi meu holerite

Trabalhar* é atraso de vida.

* Filio-me à corrente de pensamento que descarta a consensual classificação de "trabalho" para toda atividade rentável e, ao mesmo tempo, agradável. Se você gosta do que faz, você não trabalha. Chame de outra coisa (sugestão: COISANDO), mas não trabalho.

Quarta-feira, Maio 18

Obi-Wan comanda a galáxia

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Escrito na correria, meio torto, mas aqui.

Segunda-feira, Maio 9

Chorei

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Terça-feira, Maio 3

absentmindedly

"INTERVIEWER
What is a twerp in the strictest sense, in the original sense?

VONNEGUT
It’s a person who inserts a set of false teeth between the cheeks of his ass.

INTERVIEWER
I see.

VONNEGUT
I beg your pardon; between the cheeks of his or her ass. I’m always offending feminists that way.

INTERVIEWER
I don’t quite understand why someone would do that with false teeth.

VONNEGUT
In order to bite the buttons off the back seats of taxicabs. That’s the only reason twerps do it. It’s all that turns them on."

Vonnegut, insuperável.