Sábado, Janeiro 29

O Aviador



Leia crítica aqui. Ainda não acertei o tom, mas, de qualquer forma, aí está. Talvez ainda acrescente impressões inconseqüentes por aqui depois. STAY TUNED.

EM VEBRE!

CRÍTICAS FORMIDÁVEIS de FILMES indicados ao ÔSCAR: O Aviador, Em Busca da Terra do Nunca, Sideways e Million Dollar Baby.

GRATO.

(Sim, tenho trabalhado bastante. Oh, blog, oh, querido blog.)

Cotidiano

- ...os senhores levam dois pacotes de trinta gramas de amendoim japonês por um real. Eu poderia estar escrevendo num blog ou freqüentando palestras do Fórum Social Mundial, mas estou aqui, trabalhando honestamente. Leva dois paga um real. Obrigado pela atenção.

Sexta-feira, Janeiro 28

451

Aniversariou há dias esse Jardim Cinzento, onde incontáveis besouros a caminho do trabalho mordiscam as patas alheias e o bolor cobre a memória das estátuas sem nome.

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A Verdade tem apenas uma face, mas vive fazendo caretas.

Domingo, Janeiro 16

3 filmes


Doze Homens e Outro Segredo
Interessante como todo o delicioso senso de irresponsabilidade do primeiro filme foi posto de lado - deveriam avisar em algum lugar do cartaz. Agora a gangue de simpáticos marginais parece mais o bando de devedores com nome sujo no SPC mais bem vestidos do pedaço. Continua sendo um "filme de golpe" (mais uma mutação do subgênero, na verdade), mas dessa vez não dá tanta vontade de rir junto, já que somos tão ou mais enganados que os antagonistas do filme. Os acertos são mais ou menos os mesmos do anterior: triunfo de casting (ainda que muito sub-utilizado), diálogos inteligentes, humor cínico. Muito embora esse cinismo predominante, ausente principalmente no personagem de Matt Damon, prejudique por completo o relacionamento dos personagens de Brad Pitt e Catherine Zeta-Jones. Esta, aliás, a melhor coisa de todo filme. Não que atue particularmente bem, diga coisas engraçadas nem nada disso. Só a presença dessa mulher em qualquer centímetro de película já valoriza um filme a ponto de se tornar obrigatório assistí-lo.


Bob Esponja - O Filme
Fico imaginando o que ficará retido na mente das criancinhas que viram comigo esse filme na matinê, lá na Penha. O nível de nonsense a que essas jovens mentes foram submetidas me deixa no mínimo menos pessimista quanto ao futuro da humanidade. Desde a abertura, digna de uma hipotética incursão do Monty Python nas histórias infantis, até as piadas doentias e histericamente executadas (nada supera Patrick com uma bandeira enfiada no rabo ou o porre de sorvete), esse desenho é de uma coragem impressionante. O fato dessa maravilha demente ter dado lucro (bilheteria de quase $100 milhões) é pelo menos um modesto sintoma de que não estamos perdidos ainda. Em momentos de tristeza, basta lembrar da fala "Eu sou DAVID HASSELHOFF!" que tudo ficará bem.


Colateral
Meu thriller favorito do ano passado, sem dúvida. Michael Mann é um diretor que se dá muito bem em ambientes urbanos (veja Fogo Contra Fogo ou O Informante, por exemplo); mais até do que habilidade em captar essas atmosferas acizentadas das grandes cidades, cada cena filmada por ele mostra um verdadeiro amor por aquelas paisagens. A belíssima fotografia de Colateral não pode ser menos do que uma declaração de amor a Los Angeles. Isso, somado ao elenco absolutamente perfeito, faz do filme uma pequena jóia. Cinemão e arte conjugados com perícia. O embate entre os personagens de Cruise e Foxx é impressionante; note como, à medida que a noite avança, o impacto que um provocou no outro fica evidente através de pequenos sinais - uma fala de Vincent que Max repete sem querer, uma hesitação típica de Max em Vincent, que normalmente não a cometeria. Esse duelo de personalidades é fantástico. Sem contar o detetive de Mark Ruffalo - esse cara é um dos meus jovens atores favoritos, absurdamente versátil.

Sábado, Janeiro 8

Era uma vez no Oeste

Em comemoração ao meu primeiro meio-salário no novo emprego, decidi presentear a mim mesmo com uma formidável GAITA DIATÔNICA.

Como alguns poucos sabem, meu desejo é me tornar um grande astro do folk (Dylan e Young são minhas referências), seduzindo platéias com minhas canções (ainda não escritas) sobre amor, a difícil vida na periferia da cidade grande, a saudade da infância e os prazeres da comida gordurosa. A princípio não quero banda de apoio, apenas eu, meu violão e minha gaita.

Acontece que, até lá, tenho de aprender o negócio todo. Tenho noções BEM rudimentares sobre o que diabos é uma gaita diatônica; só sei que quero uma. Ou melhor: não sei se uma apenas basta. Parece que esse tipo de gaita é fabricada em tons.

Enfim, esse post todo é apenas pra perguntar: alguém aí manja alguma coisa do assunto? Eu preciso de gaitas de todos os tons pra tocar qualquer música? Há algum tom recomendado para iniciantes ou coisa que o valha? Alguma marca/modelo que ofereça boa relação custo/benefício?

Atualização: Tá feito: uma Hohner Bluesband em C, a mais barata que achei. Difícil de tocar esse troço, hein? Os vizinhos guincham de pavor como porcos na sangria.

Rebola, Nelson

Um amigo meu que tem locadora me contou uma coisa engraçada hoje. Nos últimos dias uma imensa quantidade de pessoas têm alugado O Dia Depois de Amanhã. O motivo, segundo ele, é que estão associando o filme a toda essa história de tsunami, maremoto, FÚRIA DA NATUREZA. Disse até que ouviu um cara dizendo para outro que o filme era "baseado na tragédia".

No mais, hoje comi picadinho e tentaram sem sucesso me converter ao cristianismo.

Segunda-feira, Janeiro 3

Espelho retrovisor

Hoje acordei sentindo fevereiro, e agora mesmo é março e ouço as palmas do meu aniversário. Amanhã será junho, o mês que vem será uma década, o ano todo acumulará gerações inteiras e, ao rasgar do calendário, ela não se esmaece.